
A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot morreu neste domingo (28), aos 91 anos.
A informação foi confirmada pela fundação que leva seu nome, dedicada ao bem-estar animal. A causa da morte, assim como o local e o horário do falecimento, não foram divulgados.
Ícone mundial do cinema nas décadas de 1950 e 1960, Bardot marcou época por personagens de espírito livre e forte magnetismo nas telas. Entre seus trabalhos mais emblemáticos estão E Deus Criou a Mulher, que a projetou internacionalmente, e O Desprezo, de Jean-Luc Godard. Paralelamente à atuação, lançou discos como cantora, consolidando-se como figura central da cultura pop europeia do pós-guerra.
Nos últimos meses, Bardot havia sido internada em outubro e novembro, em Toulon, no sul da França, para procedimentos médicos. Na ocasião, tranquilizou fãs ao afirmar que se recuperava bem.
Do estrelato ao ativismo
Aos 39 anos, em 1973, Bardot encerrou definitivamente a carreira no cinema e passou a viver de forma reclusa em Saint-Tropez, na Riviera Francesa. A partir daí, dedicou sua vida à defesa dos direitos dos animais. Em 1986, criou a Fundação Brigitte Bardot, organização que atua em resgate, proteção e campanhas de esterilização.
Vegetariana convicta, Bardot realizou doações expressivas para causas internacionais, incluindo mais de £ 90 mil para ajudar cães de rua em Bucareste, e chegou a ameaçar deixar a França após a recusa de tratamento a dois elefantes doentes em um zoológico do país.
Vida pessoal
A atriz teve quatro casamentos: com Roger Vadim (1952–1957), Jacques Charrier (1959–1962), Gunter Sachs (1966–1969) e Bernard d’Ormale, com quem estava casada desde 1992. Com Charrier, teve seu único filho, Nicolas-Jacques, nascido em 1960, relação descrita ao longo dos anos como conturbada.
Polêmicas
Apesar do reconhecimento por sua atuação humanitária, a imagem pública de Bardot voltou a ser alvo de controvérsias. Em 2004, foi condenada por incitação ao ódio racial em um livro. Seu apoio à extrema direita francesa, especialmente à política Marine Le Pen, também reacendeu debates sobre seu legado.
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